Parte da imprensa brasileira insiste em querer ocupar o papel da policia, principalmente em casos de grande repercussão.
Muitos dos meus “colegas” de profissão entram numa busca incessante por novas provas e muitas vezes acabam interferindo nas investigações policias.
Assim está sendo no caso do goleiro do Flamengo,Bruno, principal
suspeito na morte da namorada, pode ser observado no assassinato da advogada Mércia Nakashima e foi em tantos outros. Cabe a policia investigar esses casos e dar resposta a sociedade e a imprensa informar.
O que acontece é que mesmo quando informam que “tal pessoa”
é o principal suspeito (a), a forma como é conduzida a matéria ou o comentário
do apresentador, o dedo acusador aparece sem que a policia tenha dado um ponto
final na investigação.
E ai meu caro até que saia a resposta da policia, o
suspeito já foi acusado pela imprensa e por consequência pela sociedade.
A responsabilidade do jornalista é enorme pela
influência que a profissão exerce sobre a sociedade e com isso exige muito
cuidado no que é dito e escrito. Não é a toa que o jornalismo é chamado de 4º poder.
Mas o que vemos é uma corrida para ver quem dá a notícia primeiro, e a ética profissional com isso vai para o espaço.
Até que ponto é querer informar, e até que ponto é corrida por primeiro lugar em audiência?
Isso eu não posso responder. Mas o que sei, é que alguns jornalistas
se acham donos da verdade e não sabem onde acabam os limites da sua profissão.